março 03, 2017

Para que serve um titulo?



Custa tanto ser uma pessoa plena, que muito poucos são aqueles que têm a luz ou a coragem de pagar o preço...
É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.

É preciso abraçar o mundo como um amante.

É preciso aceitar a dor como condição da existência.

É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como preços do conhecimento.

É preciso ter uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada consequência do viver e do morrer.”


Morris L. West em “As Sandálias do Pescador”.


 
A razão mais comum para não relatarmos nossas emoções é que não queremos admiti-las por algum motivo. Tememos que os outros possam fazer mau juízo de nós, ou nos rejeitem, ou nos castiguem por nossa franqueza emocional.

Fomos "programados" de alguma forma para não aceitarmos certas emoções como parte de nossa pessoa. Temos vergonha delas. Racionalizamos dizendo que não podemos relatá-las porque não seriam entendidas, ou porque poderíamos perturbar uma relação tranquila ou provocar uma reacção violenta por parte do outro. Mas essas razões são basicamente falsas e nosso silêncio pode produzir apenas relacionamentos fraudulentos.

Sem abertura e honestidade, um relacionamento será construído sobre areia – não resistirá ao teste do tempo e nenhuma das partes extrairá dessa relação qualquer benefício.

Jack


7 comentários:

  1. És um aproveitador de conversas!
    Tenho a acrescentar que há situações em que não vale a pena levantar os braços e lutar. Como é óbvio essas situações não estão incluídas relacionamentos de casal ou familiares directos e chegados, ou amigos dos verdadeiros.
    Todos os outros relacionamentos deverão ser analisados sobre se as consequências valem o estrago.
    Não gosto de confrontos que não levam a lado nenhum. É gasto de energia e sendo balança, energia é algo valioso que trato com carinho.
    Também tem o revés. Não suporto injustiça. E aqui começa o conflito de dualidade entre o meu bem estar e o bem estar dos que me rodeiam.
    Não é fácil de gerir mas modéstia à parte acho que faço um bom trabalho.
    Aliás é muito mais gratificante levar os outros a fazerem algo voluntariamente do que impor a minha vontade!
    ;)

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    1. Sou um aproveitador (ponto).
      Digamos que temos que seguir critérios, há quem não valha a pena a energia dispendida e há quem não vale a pena mostrar as nossas emoçoes!

      O que quero dizer, é ser nós mesmos a não ter medo de "chamar os bois pelos nomes", basicamente.

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    2. Não tenho medo de chamar nada a ninguém.
      Quanto ao nós... Bem, eu sou eu mesma contigo!
      Basta?

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  2. Entendi perfeitamente :-))

    Boa tarde JP

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  3. Jack, os títulos não dão o ser nem a essência genuína às pessoas que os carregam. Por vezes os títulos são conquistados por mérito, outros por sorte, e outros por motivos menos engrandecedores. Falo de títulos em sentido lato...e não de matéria afectiva.
    Quanto à tua conclusão, assertiva como sempre. Mas nem sempre o coração é assertivo.
    Que bom ver-te feliz é preenchido.
    Fica um beijo.

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  4. Provavelmente, temos medo do ridículo

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