março 12, 2017

A Lição da Borboleta

 

"O homem observava o casulo há dias quando percebeu que nele se abria um pequeno orifício. Durante horas, a borboleta tentou fazer passar seu corpo pela abertura.De repente parou, como se não conseguisse ir adiante. O homem resolveu ajudá-la. Com uma tesoura cortou o restante do casulo. A borboleta deixou-o facilmente. Mas seu corpo era pequeno; estava murcho e as asas amassadas.

O homem continuou observando. Esperava o momento em que as asas se abrissem e se esticassem para o primeiro vôo.Mas nada aconteceu. A borboleta rastejava, o corpo murcho, as asas encolhidas. Jamais foi capaz de voar.Ansioso para ajudar, o homem não sabia.

Não conhecia o processo da metamorfose que permite o vôo da borboleta. Pois que é o seu esforço que lhe dá esta capacidade: ao comprimir seu corpo pelo orifício do casulo, secreta a substância necessária para esticar as asas e voar.Como a borboleta, também nós precisamos de esforço muitas vezes em nossa vida.

 Sem obstáculos e a força necessária para vencê-los, ficaríamos enfraquecidos. Jamais seríamos capazes de voar."




Às vezes com a nossa mania de querer ser útil, com a nossa vontade que as coisas corram bem, na nossa forma narcisista de "eu preciso que precises de mim" acabamos por cair no erro do homem que quis ajudar a borboleta, e com isso a condenou a uma morte certa!

                                                                                         Jack

março 03, 2017

Para que serve um titulo?



Custa tanto ser uma pessoa plena, que muito poucos são aqueles que têm a luz ou a coragem de pagar o preço...
É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.

É preciso abraçar o mundo como um amante.

É preciso aceitar a dor como condição da existência.

É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como preços do conhecimento.

É preciso ter uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada consequência do viver e do morrer.”


Morris L. West em “As Sandálias do Pescador”.


 
A razão mais comum para não relatarmos nossas emoções é que não queremos admiti-las por algum motivo. Tememos que os outros possam fazer mau juízo de nós, ou nos rejeitem, ou nos castiguem por nossa franqueza emocional.

Fomos "programados" de alguma forma para não aceitarmos certas emoções como parte de nossa pessoa. Temos vergonha delas. Racionalizamos dizendo que não podemos relatá-las porque não seriam entendidas, ou porque poderíamos perturbar uma relação tranquila ou provocar uma reacção violenta por parte do outro. Mas essas razões são basicamente falsas e nosso silêncio pode produzir apenas relacionamentos fraudulentos.

Sem abertura e honestidade, um relacionamento será construído sobre areia – não resistirá ao teste do tempo e nenhuma das partes extrairá dessa relação qualquer benefício.

Jack