fevereiro 19, 2017

Coisas, vidas e cenas...

Às vezes apetece ser ridículo, e escrever cartas de amor, contudo não querendo ter a presunção de me comparar ao Fernando, não consigo sequer ser... quanto mais ser ridículo! 

Sei, todavia, que o pior de nós encaixa tão bem, que faz com que sejamos melhores!



Poderia citar Mário Quintana, Vinicus de Moraes, Pablo Neruda, Eugénio de Andrade, poderia dizer que és isto e és aquilo, usar mil e um adjectivos que encaixassem em ti! Mas não... Eu é que encaixo em ti, e independentemente de todas as circunstâncias que fizeram que estivéssemos juntos... É caso para dizer
-Contra todas a probabilidades, todos os desvios... e como diz Carl Sagan,   "Diante da vastidão do espaço e da imensidão do tempo, é uma alegria dividir um planeta e uma época contigo"



Pelo que sou contigo, pelo que fazes comigo, por tudo o que somos quando estamos juntos e pelas saudades que sentimos quando estamos longe, pelo que és quando estás apaixonada e pelo teu feitiozinho... não te agradeço, mas digo...



Amo-te




Jack


fevereiro 10, 2017

Coisas que leio!

 Do livro, Porque tenho medo de lhe dizer quem sou
(pena que não haja uma editora que se digne a voltar a editar este livro)

"O jornalista Sidney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo ao quiosque. 

 O amigo cumprimentou o funcionário amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e mal educado. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao empregado.  

Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou: 
-"Ele sempre te trata assim daquela forma rude?" 
-"Sim, infelizmente é sempre assim".  
-"E és sempre tão polido e amigável com ele?" 
-"Sim, sou". 
-"Por que és tão educado, já que ele é tão indelicado?" 
-"Porque não quero que ele decida como eu devo agir" 

A implicação desse diálogo é que a pessoa inteira é "seu próprio dono", não se curva diante de qualquer vento que sopra; ela não está à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que a transformam, mas, ela que transforma os ambientes. Muitos de nós, infelizmente, nos sentimos como um barco que flutua à mercê dos ventos e das ondas. Não temos firmeza quando os ventos se enfurecem e as ondas se encrespam.  

Dizemos coisas do tipo "ele me deixou enfurecido, incomodas-me, o teu comentário me embaraçou terrivelmente, este tempo me deprime, este trabalho aborrece-me, só de vê-lo fico triste". 

Reparem que todas essas situações estão fazendo alguma coisa comigo e com minhas emoções. Nada tenho a dizer sobre minha raiva, minha depressão ou minha tristeza. E, como todas as pessoas, me contento em culpar os outros, as circunstâncias, a falta de sorte.  

A pessoa inteira, como Shakespeare a descreve em Julius Caesar, sabe que: 
-"A falha, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós mesmos..."



Um dia... estou quase lá! 

Jack