janeiro 06, 2017

Do tempo...



Humanos, o efémero ser das emoções, o ano acabou entrou outro, gostamos de medir o tempo, para mostrar que somos inteligentes, que somos pontuais ou apenas para saber quanto tempo estamos atrasado! 


"Vocês têm os relógios, nós temos o tempo!"
Nos dirão os outros seres com quem temos a sorte de partilhar este planeta.

Mas voltando ao final do ano, altura em que obrigatoriamente temos de ser solidários, de pensar nos outros e ficar felizes. Também fazer planos para o que não fizemos, escondendo a frustração em passas e garrafas de espumante barato!

O fogo de artifício durou cerca de 15 minutos, assim como a alegria que todos fizeram questão de mostrar no Facebook, assim como a ceia de natal, mesas cheias e árvores enfeitadas com presentes,  no meu tempo era com bolas brilhantes e luzes dos chineses...

Efémero diz-se, que dura pouco! São a emoções dos seres humanos que somos, e eu quase que compreendo isso. Todavia, não compreendo que o carácter seja de igual modo tratado.

Li algures :
"Inútil pedir aos deuses, aquilo que conseguimos fazer  sozinhos"

Ame-se, odeie-se, que se fique triste ou feliz, sejamos efusivos ou contidos, que se fale ou se fique calado, mas com a nossa identidade, carácter e coerência! Não porque a é da época, porque os media dizem ou o vizinho fez!

Vale a pena pensar nisto! 


 

"You can see my bed, but you can't feel my pain!" 
Jack

5 comentários:

  1. A alegria de época; A solidariedade do "estás a ver, eu contribuo"; o gastar desmedidamente o que não se tem, empunhando orgulhosamente o cartão de crédito, o mesmo que logo ali em Janeiro se senta à mesa contigo; tantas e tantas outras incoerências, tornaram-se ritual nesta época mas, diria, que se vai estendendo, já ali ao Carnaval e depois à Páscoa e depois às férias e se não temos mais datas, importa-se o dia das bruxas etc etc. O efémero está cada dia mais definitivo, mais maria vai com as outras, mais parecer do que ser.
    E assim vai o mundo...

    Boa noite JP

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    1. Ah, o quanto gostaria que fosse obrigatório aprender de cor e salteado (assim como a tabuada) o poema de José Régio, Cântigo Negro.

      Boa noite NN (espero que não sejas da claque do benfica, o mundo do futebol está ao rubro, com esta coisa dos àrbitros)

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  2. Pois... Não não sei para onde vou, sei que não vou por aí: por essas tangas de futebóis (coisa que abomino)

    Boa noite JP

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    1. (continuando entre linhas, e aqui que ninguém nos ouve, não abominemos o que não tem importância)
      Que Morpheu seja calmo esta noite! Toma lá um beijo, SemNome!

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    2. Passo em bicos de pés, para não te espantar o sono, vim só dizer-te que o beijo foi entregue :-))

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