julho 01, 2017

O outro lado da lua!



"Posso mudar! Qualquer pessoa que observa as suas reacções e se dispõe a examiná-las pode vir a compreender que algumas, dessas reacções são de hipersensibilidade ou paranóia. No momento em que atinge essa compreensão, ela vai verificar que o padrão está a mudar.

 Não devemos acreditar que padrões emocionais são puramente biológicos ou inevitáveis. Eu posso e vou mudar os meus padrões emocionais; posso transformar as minhas emoções se permitir que aflorem para serem reconhecidas, se relatá-las de maneira honesta e se julgá-las imaturas e indesejáveis."

Jhon Powell in Porque Tenho medo De Lhe Dizer Quem Sou


junho 17, 2017

Choose life



Cena do filme Trainspotting 2 um diálogo entre a Veronika, Mark Renton

-Escolha a vida. Diz  Veronika

-"Era o “slogan” de uma campanha antidrogas dos anos 80.E costumávamos adicionar frases. Explica Mark, e continua.

-Então eu poderia dizer:

escolhe… “lingerie” de marca", na vã esperança de reviver um relacionamento morto. Escolhe bolsas e sapatos de salto alto. Caxemira e seda, para fazer sentir que passas por feliz.

Escolhe um iPhone feito na China por uma mulher que se suicidou ao saltar da janela do prédio, e enfia-o no bolso do teu casaco de peles recém-chegado de uma armadilha do sul da Ásia.

Escolhe Facebook, Twitter, Snapchat, Instagram e um milhão de outros modos de vomitar sobre pessoas que nunca conheceste. Escolhe actualizar o teu perfil. diz ao mundo o que comeste ao pequeno almoço e espera que para que alguém, em algum lugar, seja importante.

Escolhe procurar velhas paixões, desesperado para acreditar que não estás tão mal quanto elas. Escolhe ter um blogue em que contas a tua vida, desde a sua primeira punheta ao seu último suspiro. A interacção humana reduzida a nada mais do que dados.

Escolhe 10 coisas que nunca soubeste sobre celebridades que fizeram cirurgias. Escolhe protestar contra o aborto. Escolhe piadas sobre violação, promiscuidade feminina, porno de vingança e uma maré infinita de misoginia deprimente.

Escolhe que 11/9 nunca aconteceu, e, se aconteceu, foram os judeus. Escolhe um contracto de 10h e uma viagem de 2h para o trabalho. E escolhe o mesmo para os teus filhos, só que pior. E pergunta-te a ti mesma que seria melhor se eles não tivessem nascido. Depois recosta-te e sufoca a dor com uma dose duma droga desconhecida feita numa cozinha qualquer.

Escolhe promessa não cumprida e deseja ter feito tudo diferente. Escolha nunca aprender com os teus erros. Escolha observar a história se repetir. Escolhe a lenta reconciliação com o que podes conseguir, em vez do que sempre quiseste. Contenta-te com menos e finje que isso não importa.

Escolhe o desapontamento, e escolhe perder aqueles a quem ama. Enquanto eles desaparecem e um pedaço de ti morre com eles. Até ver que, um dia no futuro, pouco a pouco todos terão morrido. E não sobrará nada para chamares de vivo ou de morto.

Escolha o seu futuro, Veronika."

O codigo binário é algo tão simples, 1 e 0 sim e não! 

Basicamente!

Jack


maio 16, 2017

O ciberataque global...



"O Brasil tem 136 milhões de computadores em uso, aponta pesquisa da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas, divulgada hoje (24). O levantamento revela que existem dois computadores para cada três habitantes, uma densidade per capita de 67%. Neste ano, a estimativa é que sejam vendidas 24,8 milhões unidades, o que equivale a uma venda por segundo. Nos próximos dois anos, o país deve alcançar a marca de um computador por habitante, com um total de 200 milhões de máquinas."

Fonte 

Camila Maciel – Repórter da Agência Brasil
 
Esta notícia é de 2014, só no Brasil havia 136 milhões de computadores, hoje fala-se de um ataque global em que foram atacados 400 mil estações de trabalho, em 150 países... 
 
Ora, se o ataque tivesse sido há três anos no Brasil, teria infectado 3,4%  dos PCs ligados à rede. Isto para o alarme que está a ser criado à escala mundial é dar crédito a quem tem falta dele.
 
Jack
 
 

maio 06, 2017

Perguntas... Daquelas que não se devem fazer!

(...) -"Não tens nada a esconder?"
-"Não" (...)

Resposta mais que obvia, claro que se tivesse algo a esconder não o diria!


Uma verdade que é dita com má intenção derrota todas as mentiras que possamos inventar.
 William Blake
Jack

março 12, 2017

A Lição da Borboleta

 

"O homem observava o casulo há dias quando percebeu que nele se abria um pequeno orifício. Durante horas, a borboleta tentou fazer passar seu corpo pela abertura.De repente parou, como se não conseguisse ir adiante. O homem resolveu ajudá-la. Com uma tesoura cortou o restante do casulo. A borboleta deixou-o facilmente. Mas seu corpo era pequeno; estava murcho e as asas amassadas.

O homem continuou observando. Esperava o momento em que as asas se abrissem e se esticassem para o primeiro vôo.Mas nada aconteceu. A borboleta rastejava, o corpo murcho, as asas encolhidas. Jamais foi capaz de voar.Ansioso para ajudar, o homem não sabia.

Não conhecia o processo da metamorfose que permite o vôo da borboleta. Pois que é o seu esforço que lhe dá esta capacidade: ao comprimir seu corpo pelo orifício do casulo, secreta a substância necessária para esticar as asas e voar.Como a borboleta, também nós precisamos de esforço muitas vezes em nossa vida.

 Sem obstáculos e a força necessária para vencê-los, ficaríamos enfraquecidos. Jamais seríamos capazes de voar."




Às vezes com a nossa mania de querer ser útil, com a nossa vontade que as coisas corram bem, na nossa forma narcisista de "eu preciso que precises de mim" acabamos por cair no erro do homem que quis ajudar a borboleta, e com isso a condenou a uma morte certa!

                                                                                         Jack

março 03, 2017

Para que serve um titulo?



Custa tanto ser uma pessoa plena, que muito poucos são aqueles que têm a luz ou a coragem de pagar o preço...
É preciso abandonar por completo a busca da segurança e correr o risco de viver com os dois braços.

É preciso abraçar o mundo como um amante.

É preciso aceitar a dor como condição da existência.

É preciso cortejar a dúvida e a escuridão como preços do conhecimento.

É preciso ter uma vontade obstinada no conflito, mas também uma capacidade de aceitação total de cada consequência do viver e do morrer.”


Morris L. West em “As Sandálias do Pescador”.


 
A razão mais comum para não relatarmos nossas emoções é que não queremos admiti-las por algum motivo. Tememos que os outros possam fazer mau juízo de nós, ou nos rejeitem, ou nos castiguem por nossa franqueza emocional.

Fomos "programados" de alguma forma para não aceitarmos certas emoções como parte de nossa pessoa. Temos vergonha delas. Racionalizamos dizendo que não podemos relatá-las porque não seriam entendidas, ou porque poderíamos perturbar uma relação tranquila ou provocar uma reacção violenta por parte do outro. Mas essas razões são basicamente falsas e nosso silêncio pode produzir apenas relacionamentos fraudulentos.

Sem abertura e honestidade, um relacionamento será construído sobre areia – não resistirá ao teste do tempo e nenhuma das partes extrairá dessa relação qualquer benefício.

Jack


fevereiro 19, 2017

Coisas, vidas e cenas...

Às vezes apetece ser ridículo, e escrever cartas de amor, contudo não querendo ter a presunção de me comparar ao Fernando, não consigo sequer ser... quanto mais ser ridículo! 

Sei, todavia, que o pior de nós encaixa tão bem, que faz com que sejamos melhores!



Poderia citar Mário Quintana, Vinicus de Moraes, Pablo Neruda, Eugénio de Andrade, poderia dizer que és isto e és aquilo, usar mil e um adjectivos que encaixassem em ti! Mas não... Eu é que encaixo em ti, e independentemente de todas as circunstâncias que fizeram que estivéssemos juntos... É caso para dizer
-Contra todas a probabilidades, todos os desvios... e como diz Carl Sagan,   "Diante da vastidão do espaço e da imensidão do tempo, é uma alegria dividir um planeta e uma época contigo"



Pelo que sou contigo, pelo que fazes comigo, por tudo o que somos quando estamos juntos e pelas saudades que sentimos quando estamos longe, pelo que és quando estás apaixonada e pelo teu feitiozinho... não te agradeço, mas digo...



Amo-te




Jack


fevereiro 10, 2017

Coisas que leio!

 Do livro, Porque tenho medo de lhe dizer quem sou
(pena que não haja uma editora que se digne a voltar a editar este livro)

"O jornalista Sidney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo ao quiosque. 

 O amigo cumprimentou o funcionário amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e mal educado. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao empregado.  

Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou: 
-"Ele sempre te trata assim daquela forma rude?" 
-"Sim, infelizmente é sempre assim".  
-"E és sempre tão polido e amigável com ele?" 
-"Sim, sou". 
-"Por que és tão educado, já que ele é tão indelicado?" 
-"Porque não quero que ele decida como eu devo agir" 

A implicação desse diálogo é que a pessoa inteira é "seu próprio dono", não se curva diante de qualquer vento que sopra; ela não está à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que a transformam, mas, ela que transforma os ambientes. Muitos de nós, infelizmente, nos sentimos como um barco que flutua à mercê dos ventos e das ondas. Não temos firmeza quando os ventos se enfurecem e as ondas se encrespam.  

Dizemos coisas do tipo "ele me deixou enfurecido, incomodas-me, o teu comentário me embaraçou terrivelmente, este tempo me deprime, este trabalho aborrece-me, só de vê-lo fico triste". 

Reparem que todas essas situações estão fazendo alguma coisa comigo e com minhas emoções. Nada tenho a dizer sobre minha raiva, minha depressão ou minha tristeza. E, como todas as pessoas, me contento em culpar os outros, as circunstâncias, a falta de sorte.  

A pessoa inteira, como Shakespeare a descreve em Julius Caesar, sabe que: 
-"A falha, caro Brutus, não está nas estrelas, mas em nós mesmos..."



Um dia... estou quase lá! 

Jack

janeiro 29, 2017

Achas que sim?





Todos nós já nos vimos na situação de supra-sumo da barbatana, em que decidimos se damos ou não uma segunda oportunidade, no nosso superior egocentrismo, do alto da nossa presunção, lá temos o destino de alguém nas mãos…

E quase nunca pensamos ou melhor, recordamos, as vezes que nos foi dada uma segunda oportunidade, aquela apendicite que mais umas horas teria sido fatal, o acidente de mota que quase tirou a vida, quando ias como pressa para chegar a lado nenhum e não fora os reflexos estariam alguns dos teus restos numa sucata qualquer.

Quando temos o colega que num dia menos mau tem uma atitude menos própria e fazemos birra, quando és descoberto com “brincadeiras” que enchem o ego com um/a amigo/a virtual que não conheces de lado nenhum…

Somos tão pequenos, e temos a mania de nos tornar grandes quando das nossas decisões o rumo e felicidade de uma ou mais vidas depende.

Segunda oportunidade? Porque não! Afinal quantas vezes tiveste a tua?




"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?"
Fernando Pessoa


Jack


janeiro 21, 2017

Sítios



Imaginemos!…

Estás num lugar onde não é queres estar. Sente-te que deves estar noutro sítio. (a reclamação do costume, “ah se estivesse na aldeia, seria… se tivesse estudado numa faculdade diferente seria...sei lá como, futuros alternativos, realidades diferentes, e histórias hipotéticas)

Bem, se pudesses estalar os dedos e aparecer exactamente onde queres estar, eu aposto que sentirias o mesmo, “estou no lugar errado”.

A questão é, se te concentrares tanto onde quererias estar... Esqueces de tirar proveito de onde realmente estás. 


Vive.



Jack
 

janeiro 18, 2017

Às vezes sou...




Idiota, imbecil, insuportável, incompatível, imberbe, incomprovado, impertinente, indecente, inominável, infame, inconveniente, incomportável, irreverente, irascível, intratável, insolente, ignóbil, impossível, inolvidável, interminável, insolvente, incompreendido, incomprimido, incomum, incomunicável, incomutável, inconcebível, inconciliável, incomestível, incomodante, incomparável, incomplacente, incompleto, incomposto, indolente, indirecto, indirigível, indiscernível, indisciplinável, indiscreto, indiscriminado, indiscutível, indispensável, indisponível, indisputável, indissimulável, indissociável,insaneável, insaturado, inolvidável, inquestionável, intrínseco, insuspeitável, insusceptível, incompassível, incompensado, insustentável, incomensurável, inequívoco, inestimável, inexterminável, infalsificável...  
E às vezes inseguro!

Mas acima de tudo e com todos os i's, sou... Inteligente! 
 (sem qualquer tipo de modéstia)


Jack

janeiro 06, 2017

Do tempo...



Humanos, o efémero ser das emoções, o ano acabou entrou outro, gostamos de medir o tempo, para mostrar que somos inteligentes, que somos pontuais ou apenas para saber quanto tempo estamos atrasado! 


"Vocês têm os relógios, nós temos o tempo!"
Nos dirão os outros seres com quem temos a sorte de partilhar este planeta.

Mas voltando ao final do ano, altura em que obrigatoriamente temos de ser solidários, de pensar nos outros e ficar felizes. Também fazer planos para o que não fizemos, escondendo a frustração em passas e garrafas de espumante barato!

O fogo de artifício durou cerca de 15 minutos, assim como a alegria que todos fizeram questão de mostrar no Facebook, assim como a ceia de natal, mesas cheias e árvores enfeitadas com presentes,  no meu tempo era com bolas brilhantes e luzes dos chineses...

Efémero diz-se, que dura pouco! São a emoções dos seres humanos que somos, e eu quase que compreendo isso. Todavia, não compreendo que o carácter seja de igual modo tratado.

Li algures :
"Inútil pedir aos deuses, aquilo que conseguimos fazer  sozinhos"

Ame-se, odeie-se, que se fique triste ou feliz, sejamos efusivos ou contidos, que se fale ou se fique calado, mas com a nossa identidade, carácter e coerência! Não porque a é da época, porque os media dizem ou o vizinho fez!

Vale a pena pensar nisto! 


 

"You can see my bed, but you can't feel my pain!" 
Jack

janeiro 02, 2017

E o primeiro dia foi assim!


 
Do miradouro da Pedra Bela tens uma vista maravilhosa. Para além da paisagem e da imensidão do Gerês, Lá no alto, junto ao miradouro tem este poema: "Pátria" de Miguel Torga:
Serra!
e qualquer coisa dentro de mim se acalma...
Qualquer coisa profunda e dolorida,
Traída, Feita de terra e alma.

Uma paz de falcão na sua altura
A medir as fronteiras:
Sob a garra dos pés a fraga dura,
E o bicho a picar estrelas verdadeiras...

Que seja simples...Apenas e só!

Jack