março 06, 2016

To be, or not to be!




"Alguma vez você já se colocou esta questão surpreendentemente difícil: como alguém escolhe o mal? Como cometemos o pecado? Por sua própria natureza,
a vontade só escolhe o que é bom.

É minha convicção pessoal que o exercício livre da vontade numa situação de culpa ocorre da seguinte maneira: a vontade deseja algum mal que possui bons aspectos (se eu roubar seu dinheiro, vou ficar rico). Assim, força o intelecto a se concentrar apenas no elemento bom que vai ser adquirido através do ato incorrecto e a eliminar o reconhecimento do mal. 

Isso leva o intelecto a racionalizar o que a princípio foi reconhecido como mal. Enquanto estou fazendo alguma coisa errada, não posso encarar de frente seu aspecto negativo; preciso pensar no que é bom e certo. Como consequência, o livre arbítrio se exercita no ato de coagir o intelecto a racionalizar e não de executar o ato em si mesmo."

John Powell in
Porque tenho medo de lhe dizer quem sou

5 comentários:

  1. E no fim quem ganha? O livre arbítrio ou o intelecto?!

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    1. O intelecto racionaliza, justifica, minimiza. Já o livre arbítrio, decide.

      Como disse Stephen King, "Os monstros existem, eles vivem dentro de nós, e às vezes eles ganham"

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    2. Eu diria que: Por vezes os alimentamos :)

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    3. É como no jardim zoológico, temos a mania de nunca seguir os avisos "por favor não alimentar o animais"

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    4. Os monstros também têm direito à vida...

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