fevereiro 18, 2016

Eis que a paz regressou ao burgo!

No meu caso no poema que segue, retiro a segunda palavra e a segunda frase.


"Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes."

Álvaro Campos

3 comentários:

  1. A eterna dualidade do ser humano
    O ser e não ser


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  2. Ainda bem Jack:)
    Estou contente por saber que estás de volta a casa e ao aconchego do lar:)
    Beijo moço

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