janeiro 29, 2016

Psicodrama

(...) Sessão de psicodrama, como nos psicólogo ou psiquiatra. 

Olá, sou o Jack, tenho quarenta e três anos, estou aqui porque me mataram, deixei de ser eu, fiquei a olhar para o moribundo, sem alma, sem sentimentos, estava seco, apenas raiva e ódio tinha, mas até isso desapareceu, tal fogo fátuo no centro do cemitério! 

Morri, morreram-me! Morreste-me! Existe a tristeza da morte, essa, que faz o luto, que esvazia as lágrimas. 

Dizem que há vida depois da morte, vamos ver, é um começo que não queremos fazer, reconstruir tudo o que tinha enquanto vivo. Será um desafio, mas para quê privar as almas de serem felizes? Não terão elas  enquanto essência do que foram terem direito ao que eram? 

São as almas, seres ingénuos, que em vida lhes prometeram o paraíso, mas em morte deparam-se, com o limbo, onde não existe tempo, nem espaço, onde as ideias não passam de meras equações de matemática. Onde tudo fica congelado tal como nos castelos dos contos de fadas. 

As almas, concedam-lhe o direito de serem felizes... Desgraçadas, que o único pecado era estarem vivas.(...)  

Do livro, "Mais Uma Vez", de um autor que ainda não é conhecido.

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