janeiro 31, 2016

Se...

Se sou o que tenho, e se perder o que tenho, então quem sou?

Erich Fromm, psicólogo alemão.


janeiro 29, 2016

Psicodrama

(...) Sessão de psicodrama, como nos psicólogo ou psiquiatra. 

Olá, sou o Jack, tenho quarenta e três anos, estou aqui porque me mataram, deixei de ser eu, fiquei a olhar para o moribundo, sem alma, sem sentimentos, estava seco, apenas raiva e ódio tinha, mas até isso desapareceu, tal fogo fátuo no centro do cemitério! 

Morri, morreram-me! Morreste-me! Existe a tristeza da morte, essa, que faz o luto, que esvazia as lágrimas. 

Dizem que há vida depois da morte, vamos ver, é um começo que não queremos fazer, reconstruir tudo o que tinha enquanto vivo. Será um desafio, mas para quê privar as almas de serem felizes? Não terão elas  enquanto essência do que foram terem direito ao que eram? 

São as almas, seres ingénuos, que em vida lhes prometeram o paraíso, mas em morte deparam-se, com o limbo, onde não existe tempo, nem espaço, onde as ideias não passam de meras equações de matemática. Onde tudo fica congelado tal como nos castelos dos contos de fadas. 

As almas, concedam-lhe o direito de serem felizes... Desgraçadas, que o único pecado era estarem vivas.(...)  

Do livro, "Mais Uma Vez", de um autor que ainda não é conhecido.

janeiro 26, 2016

janeiro 21, 2016

Detalhes

"Comemos à patrão, arroz de marisco, sobremesa tarte de maracujá (estava excelente) pedimos café, enquanto abro o pacote de açúcar ela fica a olhar para mim, parada, expectante... 
-Que foi? Pergunto eu. 
-Nada, foi a forma como abriste o açúcar! 
-E quê? 
-Adorei a delicadeza como rasgaste o açúcar e deixaste no café. 
Fico a pensar, os detalhes, esses que fazem a diferença, nas coisas que fazemos, e sem se dar por isso, estamos à ser observados e avaliados.

-Subiste mais uns pontos. Diz ela!
-Sou um gajo das obras fino! Respondo com um sorriso."

Do livro, "Mais Uma Vez", de um autor que ainda não é conhecido.


janeiro 13, 2016

Janela aberta.


janeiro 04, 2016

Regresso

(...)"Chegou de longe, cansado, arrependido de ter aceite aquele trabalho. Estava tudo diferente, até a chuva lhe parecia mais molhada, o vento mais agreste, os sentimentos não são os mesmos dizem-lhe! Os sentimentos, esses desgraçados, fica a pensar, se podia ter feito diferente, ter feito mais,ter falado mais, ter escrito mais, ter amado mais, ter-se preocupado mais...

Mais! Seria a palavra mais a mais repetida na sua cabeça, apetece-lhe ir embora, mais uma vez! Contudo nunca foi de desistir e virar as costas a mais uma luta!
Se vai valer a pena? pergunta-se-lhe a si mesmo;
-Sei lá! Mas não vou ficar a pensar que não fez o que pode! 

Encolhe os ombros, como se concordasse com aquele monólogo estranho, se os pensamentos fossem audíveis seria internado numa qualquer instituição psiquiátrica daquele país frio e distante."(...)

Do livro, "Mais Uma Vez",de um autor que ainda não é conhecido.