dezembro 15, 2016

Fui a Drave...


E voltei a ser quem fui!


Da minha aldeia veio quanto da terra se pode ver no Universo...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"



Não tenho pressa. Pressa de quê
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passa adiante das pernas
Ou que, dando um pulo, salta por cima da sombra.
Não; não sei ter pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só onde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E vivemos vadios da nossa realidade.
E estamos sempre fora dela porque estamos aqui.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"



Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.
Há só cada um de nós, como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;
E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"



Jack

dezembro 05, 2016

Pontos




E quando acordas e respiras fundo, pensas nos recentes acontecimentos, da tua vida, e realizas que afinal, a vida é como aquele passatempo, ligar os pontos, de início o que vês é uma carradona de pontos, que quando começas a ligá-los não há forma definida... Até que no final ficas com uma gravura fantástica!

Ligar pontos, é o que fazemos nesta vida, pode não fazer sentido nenhum agora! Mas ao longo da nossa existência, vamos dar conta da enorme quantidade de desenhos fantásticos que fizemos!

O todo como a soma das partes! Não a felicidade contínua,qualquer pessoa de bom senso sabe que isso é impossível, mas todos os momentos que te fazem feliz!
E sim, sou um parvalhão como alguém me chama, todavia não consigo viver de outra forma! Apaixono-me com facilidade, e adoro estar apaixonado, de coração cheio, e suspirar como Julieta que perguntava:

-Oh Romeu, oh Romeu, porque és tu? Romeu!

Jack

novembro 22, 2016

E veio o frio...



É nestas situações que dava jeito saber escrever como o Pedro Chagas Freitas, ou o Walter Hugo Mãe... Mas não, estou aqui sozinho, tirando a gata que está ali encostada ao aquecedor a pensar que devo ser um tótó por estar a bater nas teclas fazendo com que as letras possam fazer algum sentido!

Esteve um dia frio, assim como as pessoas, o inverno está a chegar, mas tenho a certeza que irá passar, e a primavera chegará, já as pessoas, essas, apregoam que são íntegras, que fazem e acontecem e são isto e são aquilo, e quando menos se espera... Já foste! Ah afinal, parece que não era bem assim!

As relações humanas são baseadas em trocas, acordos e interesses, criou-se uma palavra que torna tudo mais bonito e poético, a reciprocidade, palavra essa que é usada apenas e só quando dá jeito, quando os argumentos utilizados antes deixaram de ser válidos...

Para concluir, sejam felizes, e não forem capazes, ao menos não tornem os outros tristes!

Jack


novembro 19, 2016

Casa


(...)É a nossa casa. Somos nós. Nesse ponto, todos aqueles que amamos, que conhecemos, de quem já ouvimos falar, todos os seres humanos que já existiram, vivem ou viveram as suas vidas. Toda a nossa mistura de alegria e sofrimento, todas as inúmeras religiões, ideologias e doutrinas económicas, todos os caçadores e saqueadores, heróis e covardes, criadores e destruidores de civilizações, reis e camponeses, jovens casais apaixonados, pais e mães, todas as crianças, todos os inventores e exploradores, professores de moral, políticos corruptos, "estrelas de hollywood", "líderes supremos", todos os santos e pecadores da história de nossa espécie, ali - num grão de poeira suspenso num raio de sol. (...)"


Carl Sagan


Jack




novembro 17, 2016

Só eu...


"Acredito que no mundo há flores por abrir"



"Fecho a porta  oiço um vazio
vou querer sobreviver ao dia de amanhã

e o mar e o sol e a chuva só me fazem ir
e acredito que no mundo há flores por abrir
eu vou....

e agora, fraco ou forte, só me resta ir
e acredito que no mundo há flores por abrir
mesmo que sinta que algo em mim aqui morreu

juntos sou eu
só eu"

Aquelas musicas que ouves e que falam tudo o que sentes!

Jack

novembro 06, 2016

Non sense verdadeiro!


 

 

“Take some more tea," the March Hare said to Alice, very earnestly.
"I've had nothing yet," Alice replied in an offended tone, "so I can't take more."
"You mean you can't take less," said the Hatter: "it's very easy to take more than nothing."



Jack

agosto 28, 2016

Darwinismo


Adaptar, passamos as nossas vidas a fazê-lo, é porque mudamos de casa, porque saímos de da aldeia que nos viu crescer, porque mudamos de emprego, porque o carro ou a máquina de lavar roupa avariam! Adaptamos, porque temos essa faculdade, uns mais outros menos mas é o que a humanidade tem vindo a fazer ao longo da sua história!

Todavia, há adaptações que custam, que levam bocados de nós, infelizmente. E é nestas circunstâncias que, ou evoluímos ou ficamos ali, parados esperando uma ajuda "divina" um empurrão do destino, alguém que nos chame coitado... Para mim a escolha é mais que óbvia! Como diz o meu prezado colega Charles Darwin:

"Não são as espécies mais fortes que sobrevivem, nem as mais inteligentes, e sim as mais suscetíveis a mudanças."

Que a vida seja cheia de mudanças, e que tenhamos o discernimento para seguir em frente.

                                                                                       Jack

agosto 16, 2016

Das coisas...

Sou mais que o amanhecer, sou o derreter da geada e o sol do meio-dia.
Sou mais que o anoitecer, sou o regresso a casa, a meia-noite e hora das feiticeiras.
Sou mais que um solstício, que um equinócio, sou a elipse de um planeta por descobrir.


Sou mais do que tu queres que seja, sou mais daquilo que penso ser.




Jack



agosto 05, 2016

Sine Metu

Não é o meu whisky de eleição, mas a mensagem é fantástica.

(...)acima de tudo, 
não te esqueças, nunca te esqueças 
que debaixo dos teus pé e acima da tua cabeça, 
depois daquela curva e dos limites que 
achas que são os teus, está tudo por fazeres(...)


Fear a bit less, Live a bit more!

jack

julho 22, 2016

Sometimes

Sábado foi dia de festival, na praia do Cabedelo em Gaia, não que seja muito festivaleiro, nem goste muito de andar a furar pelo meio da multidão, entornando a cerveja toda!

Contudo era o concerto dos James, já tinha perdido no ano passado (cortesia da TAP), mas este ano mesmo a trabalhar até à meia noite, não perdia nem que se f....-sem dez vezes!

E valeu tudo, a cerveja entornada, o milhão de vezes que pedi desculpa e com licença, a correria ao sair do trabalho! 

Foi  awesome
 
 


Somtimes, when I look in your eyes I can see your soul
(I can reach your soul)
(I can touch your soul)
Sometimes


Jack

julho 20, 2016

Alarve


Ou dois... sei lá! 

"This bed is on fire with passion and love
The neighbors complain about the noises above
But she only comes when she's on top!"


 Jack

julho 15, 2016

Hoje...


E Maria dizia que tempo não tinha, com a vida pela frente...
Afinal de que é feito o tempo?
Nuvens de algodão doce, sonhos de castelos no ar e pegadas na areia da praia...
Maria sorriu pensado:
"Agora vou ter tempo e ser livre nas asas do bicho"




Jack

julho 07, 2016

Coisas...



"É com os erros que se aprende"
Somos tão giros, quando encontramos formas de minimizar, relativizar e mesmo desculpabilizar as nossas argoladas e asneiras!

Na maioria dos casos sabemos que vai dar "caca" 

Seja como for, é o poder de encaixe das merdas que fazemos que nos torna mais ou menos bons,há quem consiga tirar proveito dos desvios, outros/as tem que reflecte nos outros as falhas cometidas.

Uma amiga me disse um dia;
"Pensamentos maus todos sem excepção, temos, o que nos difere dos demais, são as atitudes!"

E basicamente é isto!

Jack



julho 03, 2016

Ainda respiro...

Apenas parado, sem desistir, por vezes a vontade de escrever não abunda!

Contudo, estou vivo, e recomendo-me!

E é isto basicamente!

Serei mais activo, e não é promessa!

Jack

março 31, 2016

Duvida, ou paradoxo,ou sei lá!

Estive a pensar...

Se mandamos uma bola para a agua, as ondas formadas são circulares!

Mas...

Porque raio é que se mandarmos um tijolo, as ondas não são rectangulares?



Jack

março 26, 2016

Porque sim



Apetece escrever sobre algo!!!
Sobre não sei quê!! escrever, sim tenho vontade!..
Escrevo sobre a Páscoa? 
Sobre leis mal feitas? 
Ou sobre quem legisla?
Talvez escolha um tema aleatório, tirado das noticias?
Portugal perdeu contra a Bulgária, ou escolha à sorte uma "espectacular notícia do CM.

Violados/as, raptados/as, agredidos/as. Mas...há sempre um mas. Estavam assinalados pela segurança social!!
que bom!!! imagino se não estivessem! Provavelmente estariam sujeitos a uma morte atroz.

Poderia também fazer uma redacção como na quarta classe. 
Se eu fosse um Deus por um dia... Que mudaria?

Passou a vontade... Passou a inspiração... ou tenho preguiça... 

Vou ao cinema ver o Super Homem!
Jack

março 24, 2016

É isto!

Clicar no video para continuar!


"Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere.

Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem quer retirar-me o sorriso. Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular.

Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez académica. Não compactuo mais com bairrismo ou coscuvilhice. Não suporto conflitos e comparações.


Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível. Desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência."

Alguém escreveu por mim, por isso, para não entrar em redundâncias, fica supracitado o que quero dizer!

Jack

março 14, 2016

Teoria Darwiniana

Uma vez, disseram-me que tinha a mania de mim me atirar para a piscina sem saber se a mesma tinha agua!

Sim, sou ariano, impulsividade é o meu nome do meio, tenho a mania de fazer planos em cima do joelho, de decidir de um momento para o outro, tenho tido sorte, ou na falta dela, tenho-me adaptado às minhas asneiras, fazendo com que se tornem boas escolhas! 



Eu, eu mesmo...
Eu, cheio de todos os cansaços
Quantos o mundo pode dar. —
Eu...
Afinal tudo, porque tudo é eu,
E até as estrelas, ao que parece,
Me saíram da algibeira para deslumbrar crianças...
Que crianças não sei...
Eu...
Imperfeito? Incógnito? Divino?
Não sei...
Eu...
Tive um passado? Sem dúvida...
Tenho um presente? Sem dúvida...
Terei um futuro? Sem dúvida...
A vida que pare de aqui a pouco...
Mas eu, eu...
Eu sou eu,
Eu fico eu,
Eu...
Álvaro de Campos, in "Poemas" 

março 06, 2016

To be, or not to be!




"Alguma vez você já se colocou esta questão surpreendentemente difícil: como alguém escolhe o mal? Como cometemos o pecado? Por sua própria natureza,
a vontade só escolhe o que é bom.

É minha convicção pessoal que o exercício livre da vontade numa situação de culpa ocorre da seguinte maneira: a vontade deseja algum mal que possui bons aspectos (se eu roubar seu dinheiro, vou ficar rico). Assim, força o intelecto a se concentrar apenas no elemento bom que vai ser adquirido através do ato incorrecto e a eliminar o reconhecimento do mal. 

Isso leva o intelecto a racionalizar o que a princípio foi reconhecido como mal. Enquanto estou fazendo alguma coisa errada, não posso encarar de frente seu aspecto negativo; preciso pensar no que é bom e certo. Como consequência, o livre arbítrio se exercita no ato de coagir o intelecto a racionalizar e não de executar o ato em si mesmo."

John Powell in
Porque tenho medo de lhe dizer quem sou

fevereiro 19, 2016

Todo o dia

Li algures :

"Não acrescentes dias à tua vida, mas sim vida aos teus dias"




Às vezes esta merda não é fácil... 

Jack 

fevereiro 18, 2016

Eis que a paz regressou ao burgo!

No meu caso no poema que segue, retiro a segunda palavra e a segunda frase.


"Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.

Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

Como um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes."

Álvaro Campos

janeiro 31, 2016

Se...

Se sou o que tenho, e se perder o que tenho, então quem sou?

Erich Fromm, psicólogo alemão.


janeiro 29, 2016

Psicodrama

(...) Sessão de psicodrama, como nos psicólogo ou psiquiatra. 

Olá, sou o Jack, tenho quarenta e três anos, estou aqui porque me mataram, deixei de ser eu, fiquei a olhar para o moribundo, sem alma, sem sentimentos, estava seco, apenas raiva e ódio tinha, mas até isso desapareceu, tal fogo fátuo no centro do cemitério! 

Morri, morreram-me! Morreste-me! Existe a tristeza da morte, essa, que faz o luto, que esvazia as lágrimas. 

Dizem que há vida depois da morte, vamos ver, é um começo que não queremos fazer, reconstruir tudo o que tinha enquanto vivo. Será um desafio, mas para quê privar as almas de serem felizes? Não terão elas  enquanto essência do que foram terem direito ao que eram? 

São as almas, seres ingénuos, que em vida lhes prometeram o paraíso, mas em morte deparam-se, com o limbo, onde não existe tempo, nem espaço, onde as ideias não passam de meras equações de matemática. Onde tudo fica congelado tal como nos castelos dos contos de fadas. 

As almas, concedam-lhe o direito de serem felizes... Desgraçadas, que o único pecado era estarem vivas.(...)  

Do livro, "Mais Uma Vez", de um autor que ainda não é conhecido.

janeiro 26, 2016

janeiro 21, 2016

Detalhes

"Comemos à patrão, arroz de marisco, sobremesa tarte de maracujá (estava excelente) pedimos café, enquanto abro o pacote de açúcar ela fica a olhar para mim, parada, expectante... 
-Que foi? Pergunto eu. 
-Nada, foi a forma como abriste o açúcar! 
-E quê? 
-Adorei a delicadeza como rasgaste o açúcar e deixaste no café. 
Fico a pensar, os detalhes, esses que fazem a diferença, nas coisas que fazemos, e sem se dar por isso, estamos à ser observados e avaliados.

-Subiste mais uns pontos. Diz ela!
-Sou um gajo das obras fino! Respondo com um sorriso."

Do livro, "Mais Uma Vez", de um autor que ainda não é conhecido.


janeiro 13, 2016

Janela aberta.


janeiro 04, 2016

Regresso

(...)"Chegou de longe, cansado, arrependido de ter aceite aquele trabalho. Estava tudo diferente, até a chuva lhe parecia mais molhada, o vento mais agreste, os sentimentos não são os mesmos dizem-lhe! Os sentimentos, esses desgraçados, fica a pensar, se podia ter feito diferente, ter feito mais,ter falado mais, ter escrito mais, ter amado mais, ter-se preocupado mais...

Mais! Seria a palavra mais a mais repetida na sua cabeça, apetece-lhe ir embora, mais uma vez! Contudo nunca foi de desistir e virar as costas a mais uma luta!
Se vai valer a pena? pergunta-se-lhe a si mesmo;
-Sei lá! Mas não vou ficar a pensar que não fez o que pode! 

Encolhe os ombros, como se concordasse com aquele monólogo estranho, se os pensamentos fossem audíveis seria internado numa qualquer instituição psiquiátrica daquele país frio e distante."(...)

Do livro, "Mais Uma Vez",de um autor que ainda não é conhecido.