novembro 05, 2014

Coisas que se lêem!

"Outra consequência importante da descolagem económica das grandes nações da Ásia é o acesso de centenas de milhões de pessoas a um modo de consumo de que estavam excluídas até aqui.

 Cada um pode sorrir ou indignar-se com certo excessos mas ninguém pode legitimamente contestar a estas populações o direito de possuírem o que possuem há muito tempo as populações dos países ricos; - o frigorífico, as maquinas de lavar roupa e loiça, bem como todos os produtos que os acompanham, automóvel familiar e o computador pessoal, a agua quente, agua potável e alimentos em profusão e também os cuidados médicos, os estudos, os tempos livres, as viagens, etc.

Ninguém tem hoje o direito moral e ninguém terá amanhã a capacidade efectiva de privar estas populações de tudo isso. Nem os governos, nem as super-potências, nem qualquer outro. A não ser que se queira impor em toda a extensão do planeta tiranias sangrentas e absurdas para fazer regressar esses povos à pobreza e servidão não vejo como se poderia impedi-los de fazer aquilo que são convidados a fazer há umas décadas, trabalhar melhor, ganhar mais dinheiro, melhorar as suas condições de vida e... Consumir, consumir, consumir."

 Amin Maalouf Em "Um mundo Sem Regras"

 Agora imaginem se os seis biliões de habitantes vivessem como os europeus os japoneses para já não falar nos americanos. Quanto tempo os recursos naturais do planeta iriam durar? Quanta gente anda a impedir que pessoas como nós tenham acesso ao que têm direito? Quanta conivência há nas grandes organizações mundiais? Governos, corporações económicas e instituições financeiras?



Jack