março 30, 2014

Envelhecer!




Joaquim Azevedo (ao que consta é professor universitário) defende que se pode incentivar os casais com medidas financeiras e de emprego, mas entende que o Governo está muito limitado nesta matéria.

«A questão prende-se muito com questões laborais e questões de emprego, e depois questões de incentivo e, portanto, financeiras, aos primeiros anos de vida das crianças. Eu creio que é aí que se tem que intervir em termos públicos, porque a intervenção pública e, nomeadamente, uma intervenção de um Governo, tem limitações muito grandes neste campo. Intervém só onde pode intervir, em variáveis muito exógenas à decisão de cada casal. Mas é evidente, também, que há questões que se prendem com a decisão do casal, que no fim do dia contabilizam essas condições de vida e de trabalho como questões centrais»(...)

(...)«As mulheres, em Portugal, são muito inibidas de terem filhos, senão mesmo coagidas a não terem filhos no contexto laboral. Eu tenho falado com muitas mulheres, jovens, em idade fértil, e que dizem que uma das principais, senão muitas vezes a principal razão para não terem filhos, é a questão do emprego e da persistência da relação contratual. Há uma ameaça clara às mulheres nos contextos de trabalho»

Cresci e vivi numa aldeia da Beira Baixa, desde sempre que tenho visto a população envelhecer, fugir do interior, desde sempre vejo o isolamento das pessoas, e só agora vem à baila que a população está a ficar velha e sem filhos!

Apeteceu sair para a rua todo nu e gritar EUREKA.

No reino animal quando há, fartura de comida, os predadores são poucos, as condições ambientais são favoráveis, a população de qualquer espécie tende a aumentar exponencialmente!
Não é preciso tirar um curso numa universidade qualquer.

A pergunta que se impõe:
-Somos ou não somos animais?

Vou ler A Origem das Espécies do Charles Darwin!

Jack

março 16, 2014

Melhores anos da minha vida!


Hoje, numa enquanto metia a roupa numa maquina de lavar roupa num país qualquer deste mundo, deparei com um tipo, troglodita, brusco, e indiferente, que trazia consigo uma moça simpática, que disse bom dia a quem estava, via-se que era uma mulher sensível, e com um olhar que desculpa tudo do seu brutamontes...

Lembrei de mim, há uns anos, em que pensava que era tudo passageiro, que tudo iria ficar bem, que a paz iria regressar, ah... A esperança, essa desgraçada, que nos faz perder tempo, e os melhores anos...

Melhores anos??? Pensei.
Aqueles não foram o meus melhores anos, nem são (actualmente) os da moça da lavandaria. Os melhores anos são quando olhamos para trás e sem qualquer tipo de ressentimento dizemos:
-Obrigado tempo!

O melhores anos não são aqueles em que na nossa inexperiência deitamos a vida janela fora, não são aqueles em que esperamos que tudo fique bem... Mas sim quando nos deitamos à noite e dissemos tudo o que tínhamos que dizer, e fizemos tudo o que podia ter sido feito.

Os meus? Já começaram ;-) E espero que a moça, comece os seu melhores anos o quanto antes!


(Vai um copo de vinho?)

  Jack