novembro 30, 2013

Quando se sabe o que se perde?



alturas em que apetece desaparecer, sair desde mundo mesquinho, o problema é que, apesar dos astrónomos terem já descoberto vários planetas com condições favoráveis, são longe como o caral… Ainda não comprei um veiculo que consiga percorrer um Parsec por hora! 

Por vezes, gostaria de viver na “dark age”, ter uma ignorância cega, para não ter a angústia de saber o que estou a perder todos os segundo da minha vida. 

Seria bom que nada soubesse, que nada tivesse aprendido, assim não me teria que debater, com gente que pensa que sabe, com iluminados de luz negra, adeptos de cartões de títulos e diplomas! 

De que me serve saber tanto? (sem modéstia!) De que serve ter experiencia disto ou daquilo? Se sempre que há uma possibilidade de abrir uma porta, me deparo (após a porta aberta) com um muro de betão! 

Ser ignorante acaba por ser uma bênção, não tenho que me questionar, de saber porquê! Ando em modo automático, é isto que esta sociedade elitista gosta, autómatos! 

Infelizmente, e contra tudo e contra todos, vou continuar a agarrar-me à tábua, para não ser comida dos tubarões, a boiar em areias movediças, como a minha avó dizia, “não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe!” 

Não vou passar uma vida a agarrado a uma esperança, a bater em paredes de betão, não vou ficar a olhar para o fundo da caixa de pandora! 

Um dia virá em que vou dizer… 

Ainda bem, que não sou ignorante. 

Até lá… Vou continuar a estrebuchar, e dizendo palavrões, sempre me vou desafogando! E parafraseando Fernando Pessoa! 


Quero fugir ao mistério 
Para onde fugirei? 

Ele é a vida e a morte 
Ó Dor, aonde me irei?


Jack

novembro 25, 2013

Para quê?



O ser humano é o animal mais estranho que já tive a oportunidade de ver! Até há no jardim zoológico só que do outro lado das grades!Presos? Seguramente, numa gaiola dourada.

Os humanos adoram a confusão, correm atrás uns dos outros, como se fossem formigas sem a sua rainha. Agem compulsivamente, atrás de uma corrente invisível, tal como se ouvissem o canto da sereia, ao qual Ulisses se furtou com argúcia.

É estranho, mesmo que andes na rua, a respirar o ar frio, ao ver toda a gente que corre de um lado para o outro, olhando para o relógio, como se o tempo fosse subitamente acabar. Dás contigo na corrente que se arrasta. E quando pára, pensas:
Para quê? Que raio estou eu a fazer?

Tenho saudades da aldeia que me viu crescer, onde havia tempo para dizer bom dia. Roubar pêras, e mel dos cortiços para de seguida ir dormir à sombra dos pinheiros! Havia tempo para apanhar um escaldão, e ir pescar peixes à mão... Como o urso pardo agarra os salmões na época da subida do rio.

Apetece dizer :
-Vocês têm os (melhores) relógios, mas eu tenho o tempo. 

Jack

novembro 19, 2013

Tu...



A minha aldeia, finalmente, não é mais esse campo de batalha descrita numa enciclopédia qualquer, não é mais um dicionário em Braille, um álbum de fotografias antigas.

A minha aldeia já não é mais, uma carta de amor proibido, um planisfério de um tempo distante! Do tempo em que tu ainda não estavas!  

Jack

novembro 16, 2013

Chora‑Que‑Logo‑Bebes

Numas das manhãs em que tentava não acordar, lembrei do livro que a professora Delfina me tinha mandado para ler dizendo que iria gostar, O livro era As aventuras de João sem medo” de José Gomes Ferreira. Em que João quando decidiu sair da sua aldeia Chora‑Que‑Logo‑Bebes encontrou um letreiro no muro que rodeava a floresta que dizia:


Devo muito à professora Delfina. A minha professora da terceira e quarta classe.  sim, devo-lhe muito. Foi ela que me meteu o bichinho da leitura no corpo e foi por causa do letreiro no muro que decidi por toda a minha existência andar espantado de existir, é bom ter o sentido do maravilhoso e por consequência, sentido crítico. Foi isso que me fez despertar, que a apatia a nada me servia, decidi arranjar companheiros novos, os livros, que ninguém me iria ensinar, iria aprender sozinho.


Jack

novembro 12, 2013

Luzes



Saí do pé de ti ontem... Já o sol se tinha ido embora, dando lugar à luz ténue dos candeeiros. 
Pareciam que adivinhavam o que se iria repetir. Sinto saudades, raio das luzes dos postes. Estou a ser mau, a parca iluminação nocturna não tem culpa e se saudades não sentisse de certeza que me iriam fazer falta é algo como a lâmpadas de luz amarelada ao longo da estrada de dia não se vêem e de noite são precisas. 

És sol... 

E quando vais... 

Raio das luzes... 

Acabo sempre por colocar a culpa a quem brilha menos.


Jack

novembro 10, 2013

Crónicas de ( Ridick, mas não sou alien) um gajo qualquer!



Dez e meia, acordo meio esgrouviado, com alguém a dizer: Ah, a minha cunhada convidou para ir almoçar a casa dos sogros dela!

Primeiro, a negação, que raio vou fazer a casa de quem eu nem sequer conheço! 

Depois, a interrogação! Que é que ficas aqui a fazer sozinho?

A minha vida tem um propósito e um sentido! Não estou aqui para preencher o espaço ou ser figurante no filme de outra pessoa! O mundo (tenho a certeza) seria diferente se eu não existisse, cada lugar onde estive, cada pessoa com quem já falei, seriam diferentes, sem mim! 

Estamos interligados, e somos todos afectados pelas decisões, e mesmo pela existência daqueles que vivem connosco.

Posto isto, a aceitação, lá vou eu cortar a barba e botar uns trapos lavados, para ir ao tal almoço!

Estranho, ainda há, gente de antigamente, que te acolhe, te faz sentir (quase) em casa! É bom sentir, que num mundo de "chaqu'un pour soi!" Há quem seja genuíno, e desprendido!

Temos dias assim, num mundo estranho, em que ficamos surpreendidos com valores que ainda existem, mas que se estão a extinguir... Infelizmente!

A humanidade, por vezes toma a rédeas, e tenho a certeza que irá ganhar!


Jack



novembro 05, 2013

Duvida! (das grandes)



Se de frente a Deus somos todos iguais!

A pergunta que se impõe é....

Então e de perfil?

Jack.