setembro 11, 2013

Dos dias de hoje!


Um gajo das obras a ouvir "canon & gigue" de Johann Pachelbel, algo inédito num dia da semana qualquer.

Sentado no banco do jardim da vila, jardim, esse que tem um pequeno parque de diversões para crianças, vejo uma mãe com uns trinta e poucos anos atrás da filha com um copo de iogurte, numa triste figura tentando em vão que a pequena vil criatura se alimente.

Penso, se fosse a minha avó (se ela pudesse na altura dar o dito iogurte) pregava-me um estalo para estar quieto, dava-me o iogurte para as mãos e só ia brincar depois de acabar de comer!

Eu sei, a minha infância não é de todo um bom exemplo para ninguém. A canalha de hoje, não tem que beber água da valeta, não tem que alombar com um enorme tronco durante uns bons quilómetros para ter lenha.

Hoje não têm que andar a pé para ir para a escola, não começam a trabalhar com treze anos de idade, já não têm que passar horas à espera da camioneta para ir para casa, não comem comida do dia anterior, eu passava a semana a comer sopa de feijão.

São outros tempos, de facto, mas não obstante, andam a criar uma geração de enjoados mesquinhos e prepotentes!

Raio da música não acalmou esta mente, vou começar a ouvir "Calcinha Preta"


2 comentários:

  1. E mesmo isso !!
    Tens toda a razao. Antigamente, nem podia abrir à boca, hoje è igual a unica diferença è que somos nos os pais....

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  2. E que falta fazem as avós desse tempo, para porem as criancinhas deste tempo, em ponto realidade, uma cambadinha que não sabe ouvir um não, tão sensiveis que traumatizam por tudo e nada. Se hoje há filhos as bater nos pais, espera só um poueuinho e vai ser mais facil contar os que não o farão, não tarda.

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