setembro 22, 2013

Plano A




Quando a escolha óbvia é baixar os braços, quando o único caminho é te encostar ao muro que não te deixa avançar... E quando desistir é a opção do momento. 

Lembra-te, o sol quando nasce faz um grande espectáculo, contudo maioria de nós, continua a dormir! E não é por isso que amanhã não te vai dar a sua luz e calor!

 Houve quem não desistisse de dizer que a terra é redonda! Que o tempo não existe sem o espaço... 

"Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?

Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?"

Álvaro Campos

setembro 20, 2013

O que guardamos?

Valerá a pena?

setembro 13, 2013

Nós por cá...



Nós por cá, sempre a mesma história! Nós por cá, calamos e olhamos para a calçada como que maravilhados com os calceteiros que outrora fizeram tal obra!

Nós por cá... Continuamos a calar (quem cala consente) as injustiças, os cortes, os regimes de excepção!

Por cá, nós, continuamos a tolerar os prémios dados às elites económicas, os ditos crimes de colarinho branco, que esses são de uma impunidade de bradar aos céus! Nós por cá, encolhemos os ombros às regalias dadas a poucos com o sofrimento de muitos... 

 Nós por cá, é um "laisser faire" que até mete dó! Ouvimos com atenção os fazedores de opinião do telejornal das 20, dizemos- "ah, ele é que fala bem e tem razão!" e vai de partilhar no Facebook. Depois de cinco minutos amnésia total! 

E lá voltamos a olhar para a calçada! Que bonita que ela é!

 Nós por cá, é quem tem a qualidade de lambe botas, de graxa, de andar a chupar o carl .... (perdoem a vulgaridade) ao chefe é que sobe na carreira. Não é quem chega a horas ao trabalho, não é quem dá o litro durante o dia lavorativo! 

Nós por cá temos as empresas de trabalho temporário que, fazem ofertas de salários irrisórios, (dumping salarial) e temos pessoas que se sujeitam a esses salários! 

Nós por cá, mantemos os mamões da ACT que deixam fazer dias de trabalho com 14 e 16 horas, para os patrões (é uma maravilha, assim fazem o serviço com meia dúzia de gatos pingados completamente cansados!) encherm os bolsos!

Nós por cá... somos uns bananas!


Jack

setembro 11, 2013

Dos dias de hoje!


Um gajo das obras a ouvir "canon & gigue" de Johann Pachelbel, algo inédito num dia da semana qualquer.

Sentado no banco do jardim da vila, jardim, esse que tem um pequeno parque de diversões para crianças, vejo uma mãe com uns trinta e poucos anos atrás da filha com um copo de iogurte, numa triste figura tentando em vão que a pequena vil criatura se alimente.

Penso, se fosse a minha avó (se ela pudesse na altura dar o dito iogurte) pregava-me um estalo para estar quieto, dava-me o iogurte para as mãos e só ia brincar depois de acabar de comer!

Eu sei, a minha infância não é de todo um bom exemplo para ninguém. A canalha de hoje, não tem que beber água da valeta, não tem que alombar com um enorme tronco durante uns bons quilómetros para ter lenha.

Hoje não têm que andar a pé para ir para a escola, não começam a trabalhar com treze anos de idade, já não têm que passar horas à espera da camioneta para ir para casa, não comem comida do dia anterior, eu passava a semana a comer sopa de feijão.

São outros tempos, de facto, mas não obstante, andam a criar uma geração de enjoados mesquinhos e prepotentes!

Raio da música não acalmou esta mente, vou começar a ouvir "Calcinha Preta"


setembro 08, 2013

Às vezes também sou ridículo!





Sou como o sol que te queima a pele, sou a marca da alça do teu sutiã. Sou o chão que te falta quando me beijas. Sou o bocado que te faz inteira.

Mais que opostos que se atraem, somos peças de puzzles que se complementam.

Agua e erva verde.
Coiote e bip bip.
Noite e dia.
Café e insónia.
Música e bailarino.

Somos a soma das partes.

Matemática e álgebra.
Física quântica e átomos.
Termodinâmica e entropia.
O caos e a ordem.

Muito mais que opostos, somos parte um do outro!