janeiro 29, 2011

Porque me apetece!



Hoje escrevo só porque me apetece, não porque estive a pensar. Escrevo só porque sim, não que vos deva explicações ou me tenha que justificar. Estive a desfolhar com desassossego o livro do F.P.

Por vezes não o entendo, por outras vezes há palavras que se fosse eu a escreve-las não era novidades nenhuma, não que queira ter a presunção de me comparar a Ele, mas descreve de tal forma o que sinto que é assombroso. Eis um trecho.

"Nada o obrigara nunca a fazer nada. Em criança passara isoladamente. Aconteceu que nunca passou por nenhum agrupamento. Nunca frequentara um curso. Não pertencera nunca a uma multidão. Dera-se com ele o curioso fenómeno que com tantos - quem sabe, vendo bem, se com todos? - se dá, de as circunstâncias ocasionais da sua vida se terem talhado à imagem e semelhança da direcção dos seus instintos, de inércia todos, e de afastamento.

Nunca teve de se defrontar com as exigências do estado ou da sociedade. Às próprias exigências dos seus instintos ele se furtou. Nada o aproximou nunca nem de amigos nem de amantes."


Nunca ninguém me obrigou a ler, a querer saber, nunca ninguém me obrigou a gostar, ninguém é obrigado a amar, diz-se que é genético, que está no sangue, que esteja. A mim... A vontade de ler veio da minha professora Delfina e de um livro que se intitulava "As aventura de João Sem Medo"
de José Gomes Ferreira. 

Sou como sou, só há dois tipos de pessoas... As que gostam de mim e as que ainda não me conhecem. Quem eu conheci e se foi, não sabe o que perdeu, a quem eu conheço e está, que tome conta, a que eu vou conhecer e vai estar, não se irá arrepender.

Pronto, já escrevi. Apenas e só porque me apeteceu.

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