dezembro 15, 2010

É contigo...

Psssssiiiiiuuuu... tu aí, sim...tu!! É... há muito que ninguém fala contigo!!!??? Pois acontece!! Não penses que é só contigo que a vida é madrasta nem penses mal de mim por me estar a falar contigo assim, sim!! Porque podes dizer "que direito é que este tipo tem em se estar a meter comigo assim, ainda por cima com estas palavras?? " Eu tenho todo o direito, assim como tu tens o direito de não leres, de mudares de página, de clicares lá em cima na cruzinha e fechares e ires beber um café.

Ainda aqui?? admiro a tua preserverança ou devo dizer...Curiosidade??? Muito bem, continuando, olha por cima do teu ombro!!! que vês??? está escuro?? Há quanto tempo?? Não sabes??? É, acabas por te habituar, os ombros esses que outrora eram chamados de amigos...agora é mesmo só para se olhar por cima, com uns olhos cheios de nada, esperando que quando o olhar volte para a frente, haja uma esperança, ainda que ténue... Olhar por cima do ombro, há muita gente que diz que "ah se voltasse atrás faria tudo outra vez igual, não me arrependo de nada" É MENTIRA...

Estás a ouvir?? é a maior mentira e a mais vulgar, é aquela mentira que dizes para te justificar, para que os teus erros sejam menorizados. Eu sou egoísta, tu também o és, eu sei que sim, se atrás voltasses mudarias a tua história para proveito próprio, mudarias o que fizeste de mal, ou farias escolhas que te levaram para um caminho que não querias.

Não, não digas que estou enganado, estás a enganar-te... Ou se nada mudarias se atrás voltasses, é porque nada aprendeste, que a vida por ti passou como a nortada que se faz sentir.

Vou-me embora, se conseguiste ler isto até aqui, parabéns... com o ano que acaba e outro que começa vê o que mudarias que ainda estás a tempo e em 2011 muda... para que o ano que entre seja um ano daqueles... para não voltar atrás.

Moi même, o Je.


«Os meus olhos são uns olhos.
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns.

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais formoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente,
uns vêem pedras pisadas,
mas outros gnomos e fadas
num halo resplandescente.

Inútil seguir vizinhos,
que ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes.

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.»

(António Gedeão, Impressão digital, em Poesias Completas)

Já agora... Boas festas.

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