novembro 16, 2009

Vida...






"(...) A grande descoberta da selecção natural como mecanismo da evolução está associada aos nomes de Charles Darwin e Alfred Russel Wallace. Há pouco mais de um século, eles sublinharam o facto de a natureza ser prolífica e de nascerem muito mais animais e plantas do que aqueles que têm possibilidade de sobreviver.
-Logo, o ambiente selecciona as variedades, que por acaso são mais bem adaptadas à sobrevivência.
As mutações.
-Alterações súbitas na hereditariedade, transmitem-se à descendência. São elas a matéria-prima da evolução.(...)


(...) Os nossos antepassados olhavam a elegância da vida na Terra
com as estruturas dos organismos tão apropriadas às suas funções, 
e viam nisso a prova de um Grande Arquitecto.
O mais simples dos organismos unicelulares é muito mais complexa que o mais sofisticado dos relógios de bolso. E no entanto os relógios de bolso não se montam a si próprios espontaneamente, nem evoluem por si só, lentamente, a partir de, por exemplo, um relógio de de pêndulo.
 

Um relógio implica um relojoeiro. Não parecia existir nenhuma maneira de átomos e moléculas se associarem espontaneamente de forma a criarem organismos de tão espantosa complexidade e subtil
funcionamento como os que povoam a terra as noções de que,

por um lado, todas as coisas vivas tinham sido expressamente planeadas e, por outro, uma espécie não se podia trasformar noutra eram ideias prefeitamente coerentes com os nossos antepassados, com os seus registos históricos sabiam da vida.

A noção que de que cada organismo fora meticulosamente construído pelo Grande Arquitecto
dava um significado e uma ordem à natureza e uma importância aos seres humanos porque ainda hoje ansiamos. Um arquitecto é uma explicação natural, atraente o perfeitamente humana para o mundo biológico.
Mas. tal como Darwing e Wallace demonstram existe outro modo igualmente atraente, igualmente humano e que se nos impõe muito mais: a selecção natural, que, com o passar do tempo torna a musica da vida cada vez mais bela.
"

Carl Sagan
in Cosmos.

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